Cidadania Iguapense


IGUAPE EM BOAS MÃOS

Parece sina: as coisas não mudam mesmo entre nós.

 

Fui, confesso, crédulo quanto a uma mudança de postura na administração municipal, com a assunção ao poder de dona Beth.

 

Pouco tempo depois, porém, vi minha crença esvaziada, a ponto de me ver obrigado a uma visita ao Ministério Público local.

 

Eis que agora chegaram às minhas mãos peças que compõem o processo administrativo licitatório do parque de diversões instalado na Festa de Agosto, parquinho esse que já nem sei se é “Prefeita Beth”, “Priscila” ou “Rainha Ester”, como divulgado em publicações locais.

 

Pois bem, no processo são gritantes inúmeras irregularidades e, por ora, cito apenas duas, suficientes para atestar a ilegalidade praticada (portanto, deixo de lado o fato da administração pública imiscuir-se na prática de atividade própria da iniciativa privada; de que o custo do parquinho foi colocado sob a rubrica de atividades culturais etc).

 

Vejamos:

 

No dia 10 de julho de 2008, o setor contábil/financeiro da prefeitura fez reserva de valor em nome da empresa PRISCILA DA SILVA SOARES – ME. Sucede que o envio das cartas convites às empresas tem a data do dia seguinte, 11 de julho, enquanto o julgamento da concorrência se deu 11 dias depois, ou seja, 21 de julho de 2008.

 

(Peço um favor ao responsável pela reserva do numerário: que ele me passe os números do próximo sorteio acumulado da MegaSena!).

 

Ademais, o edital de concorrência responsabilizou a empresa vencedora pelo recolhimento da ART. Porém, a empresa vencedora não recolheu coisa alguma, eis que tal providência foi tomada pela empresa desclassificada da licitação, “Parque Rainha Ester”, em nome de ROBSON CÂMARA DOS SANTOS, que, por sinal, embora derrotada foi a empresa que de fato se instalou por lá.

 

(Em resumo: todos do mesmo grupo, da mesma troupe).

 

Deste modo que a concorrência circense será, espero, alvo de pertinentes ações do Ministério Público.



Escrito por Reinival Paiva às 18h44
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POUCAS & BOAS

Já nas bancas a Tribuna de Iguape de agosto. Aqui, minha coluna.

 

As farpas – «O país perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada, os carácteres corrompidos. A prática da vida tem por única direcção a conveniência. Não há princípio que não seja desmentido. Não há instituição que não seja escarnecida. Ninguém se respeita. Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos. Ninguém crê na honestidade dos homens públicos. Alguns agiotas felizes exploram. A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia. O povo está na miséria. Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente. O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo. A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências. Diz-se por toda a parte: o país está perdido!». Texto de Eça de Queiros, o grande mestre do romance português moderno, referência literária em todo o mundo. Este texto, que mais parece profecia sobre o Brasil dos dias de hoje, foi escrito em 1871 para o primeiro número da publicação portuguesa "As Farpas".

 

Ficha suja (1) – A despeito da polêmica, não deixa de ser salutar a divulgação dos nomes de candidatos com envolvimento em processos judiciais decorrentes de atos praticados no exercício de função pública. O eleitor precisa conhecer a real situação dos pretendentes a cargo público. Como bem lembrou o ministro presidente do TSE, a dúvida, no processo eleitoral e administrativo, deve beneficiar a coletividade: in dubio pro societatis. E a história política mais recente de Iguape comprova tal preocupação, a ponto de ouvir de um iguapense de língua afiada (a propósito: existe iguapense sem língua afiada?): - “Temos que cuidar bem em quem votar. Do jeito que as coisas andam, tem dois candidatos que, se eleitos, passarão mais tempo no Fórum do que na Prefeitura”.

 

Ficha Suja (2) – João Capitão, por exemplo, responde a quatro ações civis públicas, é investigado em dois inquéritos policiais, teve duas contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado, está a caminho de “nova” condenação pela Câmara de Iguape, consta no site do TSE até o momento com o registro de sua candidatura impugnado, sem contar que na eleição de 2004 teve sua candidatura cassada e seus direitos políticos suspensos por três anos, ademais de receber pesada multa, porque usou, indevidamente, a máquina pública em sua promoção pessoal, tanto que os votos que recebeu acabaram no lixo.

 

Ficha suja (3) – O(a) outro(a) candidato(a), bem, deixa para lá. Como no ditado, “quem viver, verá”.

 

Época de eleição – O Brasil seria outro se “nossos” santos governantes e seus mui dinâmicos arcanjos atuassem como às vésperas de eleições. Haja iniciativas, obras, empreendedorismo. E é incrível como o dinheiro que afirmam nunca existir, aparece. E tome reformas, limpezas, reajustes, concursos, licitações, máquinas, kits escolares parquinhos e doações. O problema é que quando a esmola é grande o cego desconfia. E esperteza demais acaba que engole o dono. A ver.

 

Iguape em boas mãos (1) – Tem causado estranheza, no mínimo, saber que o som para a Festa de Agosto, contratado pela prefeitura da empresa Som da Ilha, saiu por R$ 49.600,00 (contrato n° 276/2008). Pelos mesmos serviços, ano passado, a empresa iguapense Prado Som recebeu da Paróquia Nossa Senhora das Neves R$ 5.000,00. Ou seja, quase dez vezes menos!

 

Iguape em boas mãos (2) – Sempre surpreendendo, e não é brincadeira, a prefeitura alugou para si, durante a Festa de Agosto, um parquinho de diversões! A geringonça, ao custo de R$ 30.000,00 (contrato n° 275/2008), está sendo tocada por funcionários municipais.

 

Iguape em boas mãos (3) – Sempre surpreendendo, e é sério, a prefeitura contratou para a realização do serviço de apoio e limpeza da Festa de Agosto, pelo valor de R$ 78.000,00, a empresa “Edésio Nunes da Silva” (contrato n° 278/2008). Por coincidência, o cidadão Edésio Nunes da Silva, pessoa física, é candidato a vereador e apóia Sua Excelência, a Senhora Prefeita. Também por mera coincidência, decerto, os apoiadores contratados seriam indicação dos candidatos a vereador da base de apoio de Sua Excelência, a Senhora Prefeita.

 

Reforma estrelada – Anuncia-se mais uma reforma da Unidade Mista de Iguape. Pelos meus cálculos, deve ser a milésima. A reforma atual prevê conserto do telhado e ampliação do laboratório e farmácia (farmácia que nunca tem remédio), a um custo de R$ 400 mil. Segundo se comenta, a empresa contratada pertenceria ao genitor de um diretor da prefeitura, enquanto a empresa subcontratada não teria os funcionários devidamente registrados. Cá com os meus botões, penso que se toda a dinheirama até hoje anunciada para a Unidade Mista, tivesse de fato ali sido empregada, já deveríamos no mínimo contar com um centro de excelência em saúde entre nós. Ou, quem sabe, uma nova unidade de saúde, por exemplo, no bairro do Rocio, de modo a promover a mais que urgente descentralização do sistema, desafogar o atendimento e assegurar tratamento condizente à população. Isso sem falar que ainda seríamos poupados de demagogos vulgares e incorrigíveis, que declaram amor pelas coisas na mesma proporção em que pensam viabilizar-se politicamente.

 

Nepotismo condenado (1) – A juíza Luiza Barros Rozas, da 1ª Vara Cível de Iguape, vem de julgar procedente ação civil pública movida contra a vereadora Eleni Szozda & Marek Szozda, em virtude da “inescondível prática de nepotismo”, pelo tempo em que o maridão se aboletou indevidamente no cargo de confiança de chefe de gabinete da Câmara Municipal de Iguape, então presidida pela mulher. A condenação consiste em ressarcimento integral do dano, mediante a devolução das remunerações pagas; e proibição de contratar com o Poder Público, pelo prazo de cinco anos. É mais uma condenação que sofre a vereadora.

 

Nepotismo condenado (2) – Como aqui noticiado, o caso se arrasta desde fins de 2006, quando ação civil pública proposta pelo Ministério Público contra a então presidente da Câmara e seu marido levou ao afastamento deste do cargo. Inconformado, Marek interpôs recurso contra a liminar da Justiça de Iguape, recurso julgado “improvido” pelo Tribunal de Justiça. Portanto, até aqui nada feito para Eleni & Marek, por sinal já aboletado em outro cargo de confiança, este na Prefeitura Municipal. 

 

É isso. Mês que vem tem mais.



Escrito por Reinival Paiva às 19h55
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LINHA CONTRA O CRIME

Promotores de Justiça de São Paulo trabalham na criação de um disque-denúncia exclusivo para o Vale do Ribeira contra o abuso sexual de crianças.

Segundo estimativas do Ministério Público, há cerca de 500 jovens entre 11 e 17 anos ligados à prostituição na região.

A idéia é que o número local seja um projeto piloto e que depois se estenda para outros pontos do Estado.

Folha de S. Paulo – Ilustrada/Coluna Mônica Bergamo – 16 de julho de 2008



Escrito por Reinival Paiva às 12h13
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JOÃO CAPITÃO: POR ORA, LIMINAR NEGADA

João Capitão impetrou mandado de segurança contra o ato do Presidente da Câmara Municipal de Iguape, na tentativa de obter tutela jurisdicional que decrete a nulidade da sessão de julgamento das suas contas, sob alegação de cerceamento de defesa.

Muito embora desconheça o texto da petição apresentada pelo "samurai", creio ser estranha a alegação de cerceamento de defesa, quando ele apresentou defesa por seu advogado e, ainda, sustentou na sessão de julgamento as teses que entendia pertinentes, inclusive, contestando, de modo vesgo, é bem verdade, as inquestionáveis irregularidades insanáveis detectadas pelo Tribunal de Contas do Estado.

Mas, certo é dizer que por despacho de hoje, 17 de Junho, a Exma. Sra. Dra. Juíza de Direito da 2ª Vara Cível de Iguape, decidiu:

"Vistos. Não obstante os argumentos deduzidos pelo impetrante, verifico serem necessários maiores esclarecimentos a respeito da situação concreta relatada e da prática adotada pela autoridade coatora, de modo que se faz imprescindível o aguardo da vinda das informações para posterior apreciação do pedido de liminar. Requisitem-se, pois, as informações com urgência, tornando em seguida os autos conclusos. Sem prejuízo, providencie o impetrante a juntada da cópia da decisão da Câmara Municipal de Iguape que rejeitou as suas contas, bem como do parecer do Tribunal de Contas. Int. e ciência ao M.P.".

Portanto, enquanto não prestadas as informações pela Câmara de Veradores, nada será decidido.

Por ora, é isso.



Escrito por Reinival Paiva às 21h08
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PRIVATIZAÇÃO À MODA PETISTA

A dois meses do pedágio, Régis continua esburacada

 

A dois meses da cobrança de pedágio, a rodovia Régis Bittencourt [BR 116], ligação com a região Sul do país, ainda mantém buracos espalhados em diversos trechos entre São Paulo e Paraná, fendas de 15 cm em viadutos ou pontes e sinalização precária.


A condição da estrada federal após quatro meses sob comando da iniciativa privada teve uma melhoria muito discreta, passando de "péssima" para "ruim", de acordo com a  classificação majoritária entre dezenas de usuários entrevistados.


E, mesmo depois da instalação dos postos de cobrança, a previsão contratual indica que os motoristas precisarão de muita paciência para conseguir fazer uma viagem confortável.


Embora os reparos básicos (como a conclusão do tapa-buracos e a reposição de placas) sejam prometidos para até meados de agosto (sob pena de ser impedida de cobrar pedágio), a concessionária OHL diz que, assim como a rodovia Fernão Dias (ligação São Paulo-Minas Gerais), a Régis só precisa obrigatoriamente ter pavimentação equivalente às boas rodovias de SP em cinco anos.


O fluxo de veículos apenas no trecho da estrada de chegada a São Paulo chega a 30 mil/dia.


A Folha repetiu nos últimos dias uma vistoria já feita em dezembro de 2007 e janeiro de 2008 na mesma Régis, da capital paulista à divisa do Paraná. As regiões mais complicadas são variadas, com destaque para as proximidades de Barra do Turvo (375 km de SP) e de Miracatu (180 km de SP). Alguns trechos esburacados foram recuperados, outros remendados -muitos, porém, sem sucesso.


"Não é recape, parece mais uma folha de papel. No dia seguinte os buracos voltam de novo", diz Adilson Bertoldo, 51, borracheiro da beira da rodovia e que segue satisfeito com as oportunidades de trabalho.

 

Por Alencar Izidoro, na Folha de S. Paulo, 16.06.2008



Escrito por Reinival Paiva às 09h25
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POUCAS & BOAS

Nas bancas a Tribuna de Iguape de junho. Abaixo, minha coluna:

 

Enterro - Lula morreu. Fizeram então uma reunião em Brasília para decidir onde ele seria enterrado. Um sem-terra sugeriu: Vamos enterrá-lo em Garanhuns, onde ele nasceu. Então um bêbado, aparecido do nada, diz naquela entonação característica: Em Garanhuns pode, só não pode em Jerusalém! Ninguém deu bola para o que ele disse. Um petista falou: O companheiro deve ser enterrado em São Bernardo. Foi lá, junto com a gente, que ele viveu e fez sua carreira sindical e política. O bêbado mais uma vez interveio: Em São Bernardo pode, só não pode em Jerusalém! Novamente, ninguém lhe deu ouvidos. Nem em Garanhuns nem em São Bernardo, interveio um peemedebista: Deve ser enterrado em Brasília, pois os presidentes da República devem ser enterrados na Capital Federal. E o bêbado mais uma vez: Em Brasília pode, só não pode em Jerusalém! Aí, os presentes perderam a paciência e resolveram interpelar o bebum: Que história é essa de o Lula não ser enterrado em Jerusalém? E o bêbado respondeu: Porque uma vez enterraram um cara lá, e ele RESSUSCITOU!!! 

 

Governo nota 10 – Roberto Setúbal, presidente do Banco Itaú, após o balanço do primeiro trimestre dos bancos mostrar lucratividade recorde (o Banco Itaú lucrou R$ 2 bilhões), atribuiu ao Governo Lula nota 10. Bem, é compreensível. E nada contra o lucro do empresariado. O estranho é a mentira de que o Governo se preocupa com os pobres, condenados ao clientelismo e assistencialismo, como ainda, a pagarem a maior carga tributária, proporcionalmente falando.

 

Jefferson Peres – Muito se falou, por ocasião do óbito do senador Jefferson Peres (PDT/AM), que se perdeu um dos pilares da ética e da moralidade no seio político brasileiro. É a tal coisa: fala-se em geral do que faz falta.

 

Tudo como dantes (1) – Seis meses ou 180 dias depois, já seria possível à senhora prefeita, Beth Negrão, mostrar algo mais do que boas intenções e sorriso simpático. E olhem que não faltou torcida, apoio e até sugestões. Porém, a despeito de mudanças iniciais no quadro de assessores, motivadas, ao que parece, mais por acertos de contas político-familiares do que preocupação com a eficácia da administração pública, o fato é que não se vê nada de novo. Como no ditado, “tudo permanece como dantes no quartel de Abrantes”. Até na denúncia de velhas práticas, e denúncias graves.

 

Tudo como dantes (2) – Repetindo o antecessor, a senhora prefeita chancelou a compra de livros, ao que tudo indica, superfaturados. Com efeito, causa espécie que, adquirindo livros didáticos diretamente da editora, tenha a prefeitura efetuado pagamento superior àqueles praticados pelas livrarias, que sabidamente vendem com 30% a 40% de acréscimo no preço de aquisição das editoras.

 

Tudo como dantes (3) – Outra questão diz respeito à contratação de serviços de pessoas impedidas de negociar com a prefeitura. E se a situação não é nova, agora teriam sido obtidos documentos probatórios das manobras encetadas, sempre em prejuízo do erário público.

 

Tudo como dantes (4) – Cúmulo dos cúmulos, anuncia-se um concurso público de afogadilho, estranhíssimo em seus termos e propósitos (quer dizer, bem analisadas as coisas, nem tanto), organizado por uma empresa ainda mais estranha, com referências desabonadoras, dado que acusada de fraudar diversos certames em diferentes cidades, e CNPJ periclitante.

 

Tudo como dantes (5) – É preciso, agora, que as coisas não fiquem, como se dizia em outros tempos, “por conta do Abreu”. Ou seja, as denúncias devem chegar ao Ministério Público para as diligências necessárias, ou, de outra forma, ajuizar de plano ação popular, a fim de que os prejuízos eventualmente experimentados pelo município venham ser ressarcidos. O “Abreu”, para quem não sabe, é aquele a quem cabe sempre tomar as providências. Como ninguém sabe quem é ou onde mora, fica por isso mesmo.

 

Pesca – “Ao Mercado”, boletim da Assessoria de Comunicação da GEAGESP, de maio último, informa a realização de importante parceria para Iguape no setor, uma conquista da Colônia de Pescadores. Sob o título “Pesca artesanal em Iguape”, noticia-se que “a CEAGESP estabeleceu parceria com a SEAP/PR (Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca, da Presidência da República), que visa a implantação do projeto CIPAR (Centro Integrado de Pesca Artesanal) no Entreposto Pesqueiro em Iguape (de propriedade do Governo de São Paulo). Além da parceria, a CEAGESP prestará apoio técnico-logístico durante a implantação do projeto, que pode durar até dois anos. O objetivo é estruturar a cadeia produtiva, desde a produção até o fornecimento de insumos e garantir uma boa infra-estrutura ao entreposto pesqueiro”.

 

Político Santo é ex-vereador (1) - A Câmara Municipal de Igarassu, em Pernambuco, suspendeu o pagamento mensal de um salário mínimo a Santo Antônio. Considerado vereador da Casa desde os tempos do Império, o santo recebia uma remuneração perpétua. A verba era repassada a um convento construído em sua homenagem no município. A recomendação para que o soldo do “vereador Antônio” fosse suspensa partiu da promotora Maria Lizandra de Carvalho, que justificou não ver amparo legal na remuneração do santo.

Político Santo é ex-vereador (2) - O presidente da Câmara, Waldemir Nunes de Souza, o Maguila (DEM), que era contr
a a cassação do subsídio de Santo Antônio, informou que os vereadores decidiram se cotizar para manter a tradição. Em vez de ter o subsídio pago pelo Poder Legislativo, o patrono agora receberá o valor mensal custeado pelos próprios vereadores. Cada um dará uma contribuição mensal de R$ 41,50.

 

Festa da Tainha – Dias 13, 14 e 15 de junho, de sexta a domingo, sempre a partir das 19h00, realiza-se a “V Festa da Tainha do Arraiá Rancho São Tiago”, dos amigos Tiago e Marta, na Estrada do Umbu, km 5. Quem ainda não foi, não sabe o que está perdendo!

 

Mês que vem tem mais. Ou não.



Escrito por Reinival Paiva às 13h16
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DE 9 PARA 11?

A Câmara dos Deputados aprovou em segundo turno, no dia de ontem, por 359 votos a 10 e 4 abstenções, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 333/04, que estabelece novos critérios para o número de vereadores de acordo com o tamanho da população. O texto aumenta o número de vereadores no país em 8.043 (de 51.748 para 59.791).

A matéria segue agora para votação no Senado. Se aprovada pelo Senado e promulgada antes do inicio das convenções partidárias, que começarão no inicio de junho, a medida valerá para as eleições municipais de outubro próximo.

A PEC basicamente revoga os efeitos da Resolução 21702 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em 2004, a resolução extinguiu 8.528 assentos nas câmaras dos 5.562 municípios brasileiros.

De acordo com a PEC aprovada pela Câmara, o número mínimo de vereadores será de nove para cidades com até 15 mil habitantes, e o máximo, de 55, para municípios com mais de 8 milhões de moradores.

Pela PEC, cidades com até 15 mil habitantes elegerão nove vereadores; de 15 a 30 mil habitantes - 11 vereadores; de 30 a 50 mil - 13 vereadores; de 50 a 80 mil - 15 vereadores; e assim sucessivamente, até um máximo de 55 vereadores.

Embora aumente o número de vereadores, o texto aprovado reduz os gastos de R$ 6 bilhões para R$ 4,8 bilhões anuais, porque o limite de gastos das prefeituras com cada Câmara foi fixado em 2% a 4,5% da arrecadação da prefeitura. Hoje, esse limite está em R$ 5% a 8% da receita, variando com base no número de habitantes.

As faixas de gastos com as câmaras municipais foram divididas em cinco, de acordo com a arrecadação das cidades. Os municípios com arrecadação de até R$ 30 milhões por ano podem gastar com os legislativos municipais até 4,5% da receita.

Como já afirmado, a matéria precisa ainda ser aprovada pelo Senado (em dois turnos) e promulgada antes do inicio das convenções partidárias, que começarão no inicio de junho, para valer para as eleições municipais de outubro próximo.



Escrito por Reinival Paiva às 10h33
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AS AGRURAS DE JOÃO CAPITÃO

Face especulações sobre candidatos e candidaturas para as próximas eleições, analiso aqui a situação jurídico-política de João Capitão, na medida em que não acredito que o outro ex-alcaide de vocês ainda tenha fôlego para continuar almejando o impossível.

 

Pois bem, como sabido, João Capitão teve suas contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado, confirmadas por decretos legislativos expedidos pela Câmara Municipal de Iguape, no último dia 05 de maio.

 

A questão é bem simples: hoje ele não tem condições de participar das eleições, por estar absolutamente inelegível, diante da regra estatuída no artigo 1º, I, “g”, da Lei Complementar 64/90. E a regra é clara.

 

Para tentar se tornar elegível, ele deve propor ação desconstitutiva dos decretos legislativos emanados da Câmara Municipal e, ainda, obter liminar para poder concorrer ao pleito, eis que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) assentou que a mera propositura da ação anulatória, sem a obtenção de provimento liminar ou tutela antecipada, não suspende a inelegibilidade.

 

Até o momento, não foi ajuizada ação nesse sentido.

 

De toda forma, não empresto credibilidade a eventual ação que venha a ser proposta, exatamente porque a Câmara Municipal, num momento raro de lucidez, anulou os decretos legislativos anteriores e permitiu que o indigitado apresentasse sua defesa, o que fez, inclusive, contestando com argumentos para lá de duvidosos dados técnicos insofismáveis do Tribunal de Contas do Estado. Portanto, esvaiu-se a tese do cerceamento de defesa, de modo a impedir que o Poder Judiciário promova qualquer intervenção em outra esfera de Poder, no caso o Legislativo local, pois, está sacramentando na jurisprudência que não cabe ao Poder Judiciário emitir juízo de valor a respeito dos motivos que levaram a Câmara Municipal à rejeição das contas.

 

Ademais, ao assumir a presidência do TSE, o ministro Carlos Ayres Brito, em brilhante discurso, sustentou a necessidade de entendermos “uma vez por todas que os princípios constitucionais são normas, e, como tais, dotadas de aptidão para resolver conflitos”. Disse mais: “E o que dizer do pedido de registro de uma candidatura notoriamente identificada pela tarja de processos criminais e ações de improbidade administrativa que pelo seu avultado número sinalizam um estilo de vida do mais aberto namoro com a delitividade?”

 

Com isso, nas eleições do presente ano, se emprestará maior relevo ao disposto no § 9º, do artigo 14, da Constituição Federal, que contém princípios que visam proteger não só a probidade, como também a moralidade para o exercício do mandato.

 

Não é demais lembrar que, nas últimas eleições, o mesmíssimo João Capitão foi punido pela Justiça Eleitoral porque usou, indevidamente, a máquina pública na campanha, tanto assim que os votos por ele recebidos foram nulificados, pela manobra ilegal e abusiva.Mais ainda, responde a duas ações por improbidade administrativa, a primeira porque contratou irregularmente um falso médico e a segunda porque utilizou, na defesa de interesses pessoais, dos serviços de advogados da Prefeitura.

 

Por tudo isso, hoje, não listo João Capitão como candidato, dado que claramente inelegível.

 

Sobreleva destacar, por fim, que somente uma teimosia desenfreada – tal como sucedeu no último pleito, a despeito de que seus votos iriam, como foram, para o lixo – poderá levá-lo à disputa das convenções partidárias, o que, de qualquer modo, será um risco para seus aliados, incondicionais e forçados – se é que estes não dispõem de instrumento, até estatutário, capaz de conter a aventura.

 

E Iguape já viu este filme. A gente morre no final.



Escrito por Reinival Paiva às 17h24
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SANTA TEREZA, ROGAI POR NÓS!

Grampos mostram ação de grupo em 20 cidades de SP

 

Por Roberto Almeida, no Estadão, 11 de maio de 2008


Alvos da Operação Santa Tereza, da Polícia Federal, acusados de usar contatos e influência para obter financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com pagamento de propina, citam nos grampos ações em pelo menos 20 cidades - todas paulistas. São contatos com prefeitos, vereadores e assessores, ou sondagens com funcionários das prefeituras. Todos foram procurados pelo Estado para explicar os diálogos descritos nos grampos.


A Procuradoria da República em São Paulo já enviou documento à Justiça Federal pedindo investigação em 9 delas: Caieiras, São João da Boa Vista, Itapira, Conchal, São Sebastião da Grama, Nova Odessa, Praia Grande, Itu e Guarujá.

 

As gravações apontam ainda contatos em outros 11 municípios: Atibaia, Jarinu, Cubatão, Pariquera-Açu, Guarulhos, Cananéia, Francisco Morato, Jundiaí, Iguape, Peruíbe e Paraíso.


O então assessor do deputado Roberto Santiago (PV), José Brito de França, exonerado do cargo após as denúncias da PF, peregrinou por diversas prefeituras paulistas. Em Francisco Morato, na Grande São Paulo, ele propôs um contrato de iluminação pública para Joel Aquino, assessor da prefeita Andrea Pelizari (PSDB).


Aquino trocou e-mails com Marcos Mantovani, da Progus Consultoria, com cópia para Brito, nos quais eram discutidos valores do projeto. Mantovani, considerado pela PF o consultor da quadrilha, esperava uma resposta oficial de Aquino.



Escrito por Reinival Paiva às 12h43
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POUCAS & BOAS

Nas bancas a Tribuna de Iguape. Aqui, minha coluna:

 

Político Santo de Verdade (1) – O Ministério Público de Pernambuco resolveu investigar os repasses da Câmara dos Vereadores de Igarassu em nome de Santo Antônio. Todo mês, o legislativo do município destina R$ 415 ao santo, que é considerado o único vereador perpétuo do Brasil. A promotora da cidade, Lizandra de Carvalho, pode dar um parecer cassando o pagamento do santo.

 

Político Santo de Verdade (2) – O título de vereador perpétuo, uma prática comum no passado, foi concedido no século XVIII, ainda no Brasil Colônia, quando o dinheiro destinado ao santo pela Coroa servia para manter a Ordem Franciscana na Vila de Igarassu, hoje município, localizado a 30 quilômetros de Recife. O costume perdura até os dias atuais e ajuda a manter uma creche e uma escola. O vereador nunca fez discurso, tampouco votou matéria, mas na opinião dos moradores da cidade possui muito mais credibilidade do que os políticos locais, que fazem promessas durante o período eleitoral e depois somem.

 

Por unanimidade e placar elástico – Quem lê o blog Cidadania Iguapense (http://cidadaniaiguapense.zip.net/) acompanhou de perto, passo a passo e em cima da bucha, o desenrolar do processo de julgamento e cassação do ex-alcaide de vocês. Finalmente, no último dia 22 de abril, como vaticinado, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo rejeitou por 8x0 a ação rescisória intentada pelo ex-alcaide e confirmou a pena que lhe foi pespegada de afastamento definitivo do cargo, suspensão dos direitos políticos por três anos (na prática, impossibilidade de concorrer nas duas próximas eleições municipais), proibição de contratar com a administração pública, pagamento de multa etc. Dessa forma, encerra-se mais um capítulo da triste história político-administrativa do município. Sorte de Iguape.

 

Mãos à obra – Com o ex-alcaide defenestrado do cargo por decisão judicial, espera-se agora da vice, uma vez confirmada e respirando tranqüila, que se livre das tantas pressões que vinha sofrendo de asseclas inconformados e efetivamente imponha voz de comando unificado à administração do município, que bem está necessitando de liderança e rumo. 

 

Encontro marcado (1) – No próximo dia 05 de maio, segunda-feira, ocorrerá na Câmara Municipal o julgamento das contas do também ex-alcaide João Capitão, contas estas rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado, sob entendimento de que irregularidades graves e insanáveis foram praticadas na aplicação de verbas orçamentárias. Cabe à Câmara Municipal confirmar ou não o parecer do Tribunal de Contas do Estado e, com isto, selar a sorte política do ex-alcaide, já uma vez condenado (e tornado inelegível por três anos) pelo uso indevido da máquina pública no processo eleitoral último.

 

Encontro marcado (2) – Vencidas tentativas claramente procrastinatórias, fala-se agora à boa pequena da pressão política (chamemos assim) que deputados estaduais e até federais estariam exercendo sobre os nobres edis, no sentido de ser arrancada uma manifestação favorável ao ex-alcaide João Capitão, que precisa de seis votos em nove vereadores. A ver. Um julgamento, como deve ser, que leve em conta tão somente o parecer do Tribunal de Contas do Estado, há de concluir pela rejeição das contas, pois, se as verbas públicas fossem realmente aplicadas no que era necessário e estava previsto, certamente estaríamos em melhor situação. Então, com a palavra os senhores vereadores.

 

Deu no jornal (1) – O Ministério Público de São Paulo investiga ou já ajuizou ações civis públicas contra 70% dos atuais prefeitos dos seiscentos e tantos municípios paulistas. São casos de “roubalheiras diversas”, de diferentes tamanhos, mas sempre baseadas na ocupação das funções públicas por quadrilhas de “apaniguados” e “aliados”. No governo federal são coisa de 25 mil cargos. No governo de São Paulo, são vinte mil, cifra que deve ser parecida no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, para ficar só nestes.

 

Deu no jornal (2) – Mas o quê, precisamente, um partido político “aliado” do presidente da República, do governador do estado ou do prefeito da cidade quer com esses cargos que ganha em troca do apoio que empresta ao mandatário do lugar? O que os partidos querem com isso é noticiado todos os dias pela imprensa de todos os estados. O projeto Deu no Jornal, da Transparência Brasil (www.deunojornal.org.br), no âmbito do qual se coletam notícias sobre corrupção publicadas em cerca de sessenta jornais de todos os estados, registra o surgimento de uma média de 3,4 novos casos todos os dias em algum lugar do país. Isso dá cerca de 1200 novos casos por ano.

Sob os holofotes – O caso Isabella, de estrépito alarido na mídia, revela que sob os holofotes as instituições funcionam rápida e eficazmente, permitindo algo até então inimaginável: conclusão de inquérito no prazo de trinta dias, com inúmeras diligências e perícias realizadas. Mas, não se animem, é caso isolado, pois, normalmente, a confecção de um laudo pericial, por mais singelo que seja demora, meses a fio para ser entranhado no inquérito. Viva a “pirotecnia” da mídia!

Mês que vem tem mais.



Escrito por Reinival Paiva às 18h34
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ACABOU... ACABOU-SE... E FOI DE GOLEADA: 8x0

Chegou ao fim no dia de hoje, há pouco, a saga “empurrando com a barriga” do ex-alcaide de vocês. E com votação unânime e placar elástico.

Por oito a zero, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo concluiu o julgamento do ex-alcaide (suspenso, quando estava 3x0, pelo pedido de vista do desembargador Samuel Alves de Mello Júnior) e acaba de confirmar o cumprimento imediato da pena pespegada ao ex-alcaide, sem delongas nem esperas, implicando no afastamento definitivo do cargo, inelegibilidade por três anos, pagamento de multa etc.

Na retomada do julgamento da ação de rescisão movida pelo ex-alcaide, o desembargador Samuel Alves de Mello Júnior exarou seu voto no sentido de ser incabível a ação rescisória para os fins pretendidos pelo ex-alcaide. Anotou, inicialmente, que o ato de improbidade é inquestionável e que a ação intentada se volta, apenas, para a tentativa de adiamento da aplicação das penas impostas.

Anotou, ainda, que o prazo de suspensão dos direitos políticos por três anos foi fixado no mínimo legal e que as demais penas, como multa e proibição de contratar com órgãos públicos, também se situaram dentro do previsto na norma específica – e que são aplicadas cumulativamente.

Neste sentido, entendeu que não houve violação de lei, como alegado pelo ex-alcaide, e acompanhou os anteriores votos já lançados. E os votos seguintes foram no mesmo sentido.

Em síntese, por votação unânime, não há retorno nem mais saída para o ex-alcaide. Xeque-mate.

Acabou... Acabou-se... E foi de goleada...



Escrito por Reinival Paiva às 14h17
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POUCAS & BOAS

Já nas bancas a Tribuna de Iguape de abril. Aqui, minha coluna:

 

Pela internet – Araraquara, presídio de segurança máxima. O diretor da penitenciária, com a ajuda de um megafone, fala aos presos no pátio: - Atenção! Chega de moleza! Chega de bandalheira! Quero todo mundo varrendo e limpando essa bagunça toda! Amanhã chega aqui o presidente Lula. Então um dos presos comenta com o outro: - Caramba! Custou, mas prenderam o safado... 

 

Perfeito para nós? – Li que o novo governador de Nova York é David Alexander Peterson. Trata-se do primeiro negro a governar NY e também o primeiro governador cego dos EUA. Sem discriminação, por favor, com os portadores de deficiência visual, fico pensando se alguém realmente privado da visão não é o dirigente perfeito para o Brasil (e de certos municípios), onde os políticos sempre negam ver o que acontece à volta deles.

 

Cada enxadada um minhocuçu – Há cerca de um ano, a administração municipal anunciava como grande trunfo negocial a venda da folha de pagamento dos servidores municipais ao Santander Banespa. Salvo engano, o valor pago pela instituição bancária à prefeitura foi de 2 milhões de reais, recursos depositados diretamente nos cofres da prefeitura. Ocorre que, de lá para cá (e daqui para lá), nada mais se sabe ou se ouviu falar. Nem da destinação dos recursos, nem de prestação de contas. E então, onde podemos obter tão importante informação? Vale até manifestação do porta-mentira.

 

“Guiado por Deus, controlado pelos buracos” (1) – Muito se fala sobre a vocação turística de Iguape. No entanto, ao se percorrer a “Estrada Turística (?!) Vereador Manoel Alves da Silva”, que liga o centro da cidade ao aprazível bairro do Icapara, sente-se que a vocação buscada pelos governantes parece ser outra, a saber, transformar Iguape em referência para a prática de esportes radicais.

 

“Guiado por Deus, controlado pelos buracos” (2) – A estrada dita turística, no estado em que se encontra, de completo abandono, mais sugere pista de rally, tantos são os obstáculos e inumeráveis as crateras, que só aumentam a cada chuvarada. Trecho de conclusão relativamente recente, logo depois da Toca do Bugio, levado a cabo na (con)gestão nipo-cabralina, surucou há muito, motivando desde então sua sinalização com os indefectíveis cones da DIVTRAN (bem, pelo menos isso! – diriam os mais gozadores). E o fato é que a situação vai se prolongando no tempo, sem qualquer outra providência, e o emergencial se tornando definitivo.

 

“Guiado por Deus, controlado pelos buracos” (3) – Enseada e Toca do Bugio (precisaria lembrar?), pela proximidade com o centro da cidade, ademais beleza natural, são próprias para empreendimentos residenciais e de lazer, capazes de gerar negócios e empregos que tanto precisamos, porém, a continuar o descaso e abandono, tendem ao esvaziamento. Enquanto isso, não se nota providências, nem mesmo para auditar o contrato firmado com a empresa prestadora do (des)serviço asfáltico, que começou ruim e só piora.

 

Quem tem, tem – Empresa de publicidade usou ruas e prédios de Iguape como espaço cenográfico para a produção de comerciais. Os responsáveis pela empresa teriam oferecido cestas básicas para o atendimento dos mais carentes, como forma ademais de agradecimento à cidade pelos espaços cedidos. Tudo indica que o responsável pela área sequer respondeu à empresa de publicidade sobre a doação pretendida.

 

Paraty como exemplo – Recebi o seguinte e-mail, que publico sem citar o autor distante, pois não tenho autorização para tanto: “Não custa tomar Paraty como exemplo, pois Iguape é a Paraty paulista. Pode ter turismo cultural, ecoturismo, turismo religioso, turismo arqueológico. Tem espertalhão esverdeado por aí dizendo que vai fazer ‘festival de cinema’ aqui. Os mais afoitos já sabem que investir no ‘social’ e na ‘cultura’ arranca dinheiro. Agora, o que eles pretendem mesmo fazer com o dinheiro, é outra história”.

 

Contas reprovadas – A anulação pela Câmara Municipal de Iguape do decreto legislativo que reprovou as contas do último (penúltimo!) administrador municipal tem lá suas razões de ser, na medida em que se procura contornar a possibilidade de recursos (e recursos protelatórios) à via judicial para discutir a questão. Se o refúgio no Japão do interessado não permitiu apresentação de defesa (algo aliás bastante questionável, pois as irregularidades encontradas são insanáveis, em conformidade com o contundente parecer do Tribunal de Contas do Estado), o fato é que agora isso está sendo plenamente facultado e a Câmara, ao fim e ao cabo, poderá realizar um novo e inquestionável julgamento. A ver.

 

Vai ou não vai? – Até o encerramento desta edição, o Tribunal de Justiça de São Paulo não havia confirmado a data de (retomada do) julgamento do ex-alcaide. É aguardar.[Conforme post logo abaixo, o julgamento está marcado para o próximo dia 22 de abril].

 

Propaganda enganosa – Eleições se aproximando e diversos pretendentes mostrando a cara. Nem sempre com critério. Um certo alguém vem pregando a necessidade de uma União do Bairro do Rocio para eleger morador(es) dali, o que em princípio é razoável e mesmo justo. Isso até se conhecer a “proposta” toda. Fulaninho parece esquecido de que o bairro conta na presente legislatura com quatro vereadores (contando bem, cinco) e o problema não é de número, mas de qualidade, de resto um problema crucial da representação política de Iguape nos últimos tempos. Depois, o município é único (e assim o queremos), e deve ser administrado para todos, de forma indistinta e independentemente de quanto cada bairro arrecada (e há bairros que quase nada arrecadam, não passando decerto pela cabeça de ninguém que a solução deva ser abandoná-los ainda mais). Por fim, não é só o Rocio que sofre com o abandono, mas o município como um todo, produto de administrações inconseqüentes. Então, é preciso estar atento com as vivandeiras que, na tentativa de se viabilizarem eleitoralmente, pregam quimeras e açulam preconceitos. A hora é grave. Falsos problemas geram falsas soluções. É preciso seriedade e discernimento. Olho vivo com essa gente!  

 

Hora da leitura – Já nas livrarias o belo livro Culinária Caiçara, resultado do trabalho conjunto do antropólogo iguapense Antônio Carlos Diegues, do fotodocumentarista Vito D´Alessio e da chef de cozinha Ana Bueno. A obra reúne histórias, curiosidades e, claro, os hábitos alimentares de uma das mais belas regiões do país: a nossa! Na chamada de divulgação da obra lê-se: “Uma face não muito explorada da cozinha brasileira é a culinária das zonas litorâneas da mata atlântica, especialmente do Paraná ao Rio de Janeiro, que para efeitos antropológicos é conhecida como caiçara, apesar da abrangência do nome”. Cultura Caiçara é uma publicação da editora Dialeto Latin American Documentary. Preço: R$ 98.

 

Mês que vem tem mais.



Escrito por Reinival Paiva às 16h26
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ENCONTRO MARCADO

Acaba de ser anunciado.

 

Dia 22 de abril, data do descobrimento do Brasil, será por fim retomado o julgamento da ação rescisória em que está encrencado o ex-alcaide, que, recorde-se, ocupava o cargo de forma temporária e dele foi alijado quando revogada a liminar.

 

Muito embora diversas fofocas de bastidores, como dinheiro rolando para cá, atuações de deputados influentes para lá, acredito que o julgamento ocorrerá em estrita obediência à legalidade e a demora se deu, efetivamente, e tão somente, pelos motivos já explicados neste blog.

 

Tanto isso é verdade que o desembargador Samuel Alves de Melo Júnior devolveu o processo, com despacho para encaminhamento à mesa de julgamento, no dia 04 de março último. Ou seja, desde então seu voto está pronto e acabado, faltando apenas a publicidade do mesmo, que ocorrerá no dia 22 de abril.

 

Oxalá tenham os desembargadores, tal como Cabral (o português, o legítimo, não o neonipônico), descoberto que as improbidades praticadas não permitem ao ex-alcaide continuar navegando (e singrando) à frente de Iguape.

 

A ver.



Escrito por Reinival Paiva às 19h26
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EM QUE PÉ ESTAMOS

O que sucede no momento em relação ao caso do ex-alcaide?

 

O desembargador Samuel Júnior, que pediu vista do processo quando o julgamento estava 3 a 0 contra o ex-alcaide, já devolveu o processo à secretaria no dia 04 último, com determinação de encaminhamento à mesa, para (retomada do) julgamento.

 

O julgamento final deverá ocorrer – salvo um novo pedido de vista – na próxima sessão de julgamento do Grupo de Câmaras do Tribunal de Justiça.

 

A data ainda não está definida, conforme informação colhida diretamente na fonte. De toda forma, antes da data do julgamento haverá publicação oficial, permitindo saber ao certo e com antecedência quando ocorrerá.

 

Recorde-se que a ação rescisória intentada pelo ex-alcaide, em síntese, é proposta para rescindir – como o próprio nome indica – sentença de mérito, transitada em julgado, quando presentes as hipóteses legais previstas no artigo 485 e incisos do Código de Processo Civil (CPC).

 

No caso do ex-alcaide, a sentença que se pretende rescindir foi confirmada por uma das Câmaras do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, de modo que a ação rescisória está sendo julgada por um Grupo de Câmaras (duas Câmaras reunidas).

 

A competência do Grupo de Câmaras, segundo o Regimento Interno do Tribunal de Justiça, é limitada aos casos de Mandado de Segurança e Habeas Corpus contra decisões das Câmaras que o compõem e seus respectivos componentes, e ações rescisórias.

 

Diante dessa limitação, os Grupos de Câmaras não se reúnem constantemente, o fazendo, apenas, quando o número de processos em pauta é razoável. Afinal, não teria sentido se reunirem toda semana para julgar um ou outro caso, isoladamente, sacrificando o julgamento dos inúmeros processos de competência das respectivas Câmaras. Daí a demora.

 

Espero assim ter saciado a curiosidade dos meus (dois ou três) leitores.



Escrito por Reinival Paiva às 10h27
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3x0 POR ORA

Começou hoje à tarde, no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, o julgamento do ex-alcaide, com uma novidade e tanto: a contratação como defensor do dr. Rui Geraldo Camargo Viana. Sintam o currículo: mestre em Direito Civil pela PUC-SP, doutor em Direito e livre-docente pela USP e professor titular de Direito Civil na Faculdade de Direito da USP nos cursos de bacharelado, doutorado e mestrado-especialização, professor regente da cadeira de Direito Romano na Unesp e da cadeira de Direito Civil na Faculdade de Direito da PUC-SP, ex-desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo, exercendo atualmente a advocacia.

 

Abre parêntese: “tá podendo o homi, hein”! Quanto custou? Fecha parêntese.

 

Pois bem, o ilustre advogado sustentou oralmente a necessidade de se julgar procedente a ação impetrada pelo ex-alcaide, baseado em que a pena aplicada – lembre-se que o ato de improbidade não é negado! – ofende o princípio da proporcionalidade. Aduziu, também, que a Lei de Improbidade havia recém ingressado no mundo jurídico e atitude como a do ex-alcaide, embora um mau costume na vida brasileira (propaganda com dinheiro público em benefício próprio, no caso), era uma praxe, de modo que o ato não aparentava gravidade apta a gerar a pena de suspensão dos direitos políticos.

 

Encerrada a sustentação oral do defensor do ex-alcaide, a desembargadora relatora, dra. Christine Santini, lançou seu voto no sentido de ser reconhecida a carência de ação, pois, a decisão que se pretende rescindir não ofendeu a literalidade da lei, de modo ser impossível a invocação do artigo 485, VI, do Código de Processo Civil. Invocou, ainda, a Súmula 343 do Supremo Tribunal Federal: NÃO CABE AÇÃO RESCISÓRIA POR OFENSA A LITERAL DISPOSIÇÃO DE LEI, QUANDO A DECISÃO RESCINDENDA SE TIVER BASEADO EM TEXTO LEGAL DE INTERPRETAÇÃO CONTROVERTIDA NOS TRIBUNAIS. Com isso, reconheceu a carência de ação e condenou o ex-alcaide ao pagamento de multa correspondente a 5% (cinco por cento) do valor da causa.

 

O desembargador revisor, dr. Alves Bevilacqua, acompanhou o voto da relatora, e observou que é difícil admitir na administração pública lesão de pequena gravidade.

 

Em seguida, o desembargador Laerte Sampaio, em alentado voto, lembrou que quando o ato ímprobo foi praticado a Constituição de 1988 já estava em vigor há mais de cinco anos, com disposição expressa no sentido de que a publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos devem ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos (artigo 37, § 1º), de modo a não se poder falar em praxe contra o texto constitucional.

 

Interessante questionamento foi proposto pelo desembargador. Com base no artigo 12, § 1º, da Lei Improbidade (este apontado como violado na ação rescisória), perguntou ele: existem atos (ímprobos) que não causem danos? Existem atos que não signifiquem enriquecimento ilícito?

 

Com isso, e depois de diversas considerações sobre a possibilidade de cumulação das penas (de multa, ressarcimento e suspensão de direitos políticos), acompanhou a relatora.